O que agências, indústria e varejo pensam sobre trade marketing

escrito por Letícia Mathias Última atualização: 30 janeiro, 2020
O que agências, indústria e varejo pensam sobre trade marketing

A indústria quer parceiros mais estratégicos e proativos. O varejo que trocar mais informações com a indústria e agir mais próximo, engajando o shopper. As agências querem participar mais da estratégia porque acreditam que podem contribuir mais. Essas foram as principais conclusões que os três segmentos do mercado apontaram na pesquisa sobre o que agências,  indústria e varejo pensam sobre trade marketing, promovida pela Ampro (Associação de Marketing Promocional).

Os resultados da pesquisa, realizada em parceria com a Omelete consultoria, foram apresentados em um evento em São Paulo que mostrou as impressões, estrutura e desafios de trabalhar com trade marketing.

O levantamento, de valor qualitativo, envolveu 54 respondentes, divididos pelos seguintes setores: 27 indústrias, 20 agências e 7 varejo.

Antes de qualquer dado específico, a amostragem confirmou que os serviços e profissionais especializados em trade estão em constante evolução e o valor do trade marketing hoje é maior. Ao todo, 99% dos representantes da indústria afirmaram que a área possui mais importância hoje do que há cinco anos.

DESAFIOS PARA TODOS OS SEGMENTOS

Ainda não há consenso sobre debaixo de qual área o trade deve ficar, se marketing ou vendas, mas os participantes foram unânimes em dizer que as duas áreas se complementam.

Entre os desafios comuns apontados pelos entrevistados estão os seguintes:

  • Conhecer o shopper profundamente;
  • Aprender a trabalhar com novos canais de vendas;
  • Tomar decisões rápidas com base em dados disponíveis;
  • Tornar a base do trabalho mais estratégico.

Quando as empresas, indústria e varejo, precisam escolher novos parceiros, além da solidez, saúde financeira e capacidade de entrega de resultados, o uso da tecnologia é um dos fatores mais importantes a serem levados em consideração.

Essa informação é de extrema relevância no tempo de resposta e, principalmente, para gestão, inteligência, capilaridade e crescimento do negócio. A ideia é que o trabalho seja pensado de forma mais estratégica do que tática, não deixando nenhuma das duas iniciativas de lado.

CAMINHOS PARA COLABORAÇÃO COLETIVA

Cada segmento apontou possíveis caminhos para solucionar esses desafios e aumentar a colaboração entre os três setores. Ana Paula Andrade, atual integrante e ex-presidente do Comitê de Trade Marketing da Ampro, explicou, em resumo, quais as sugestões de cada segmento:

Regis Duarte, CEO da Creata, apresentou a proposta de valor das agências de trade da Ampro e ressaltou que é preciso transformar estratégias em ações que gerem experiências ao shopper e melhores resultados de vendas para seus clientes:

“Não adianta despertar desejo e execução que não provoque engajamento com shopper Experiência é a questão mais relevante que você pode proporcionar ao shopper.

As agências de trade da Ampro, entendem que por estarem presentes e atuarem em diferentes frentes e segmentos, podem ajudar, tanto indústria quanto varejo,  a entender como funciona cada canal e assim entender o que fazer com menos verba e mais canais.

Após a apresentação da pesquisa e da proposta da Ampro, Eduardo Castro, presidente do Comitê de Trade & Retail da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), Renato Giarola, profissional com mais de 20 anos de experiência e atuação em grande varejistas, e Carlos Eduardo Grabois, head de promoções e merchandising da Santher, discutiram como alinhar agências, varejo e indústria ao futuro do trade marketing.

A mensagem principal desse alinhamento é a necessidade em manter boas experiências do shopper, mas essencialmente a abertura de todos estes agentes para escutar.

“Todos tem essa ânsia, a gente sempre discute, mas na dinâmica do dia a dia será que todos querem mesmo essa colaboração? Precisamos começar a agir na prática de fato”, indicou Carlos Eduardo Grabois, da Santher.

Se você quiser saber mais sobre o perfil e a maturidade do trade marketing no país e alguns pontos de melhorias e características que podem determinar diretrizes para a evolução contínua do segmento, confira também a nossa pesquisa Trade Insight. Deixe aqui nos comentários sua percepção sobre o mercado e atuação do profissionais de trade de cada segmento!

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