Inteligência do Varejo: Perguntas e respostas que você perdeu no TradeCast #2

escrito por Última atualização: 6 março, 2019
Inteligência do Varejo: Perguntas e respostas que você perdeu no TradeCast #2

Se você está aqui é porque certamente é mais um apaixonado por trade marketing. E quando a conversa sobre qualquer tema ligado a esse assunto começa, parece que o tempo é sempre curto.

O TradeCast dedica alguns minutos a perguntas dos participantes, mas percebemos que muitas acabam ficando sem resposta.

Pensando nisso, fizemos uma seleção com várias questões levantadas durante a conversa com Caio Camargo durante o debate "Tecnologia: como relacionar a inteligência do trade aos indicadores do varejo".

O post abaixo tem todas as respostas, um material rico e complementar à nossa discussão.

Vejo que o varejo está criando departamentos de Trade Marketing. Como seria esse relacionamento com a indústria?
Membro do Clube

Isso depende de como o varejista enxerga o trade marketing dentro do negócio dele. O profissional tem a função completa ou apenas cuida de alguma área específica, como o merchandising ou a comunicação visual?
Na maioria dos casos, acredito que por assim dizer o “trade” do varejo deve se posicionar como um conciliador entre o que o varejista busca como posicionamento ou experiência de loja em relação à forma como a indústria enxerga a melhor maneira de sua marca e produtos serem aplicados no ponto de venda.

Você acha que dispositivos como VMI são uma boa ferramenta para aumentar a produtividade do varejo, visto que diminui consideravelmente o risco de rupturas?
Membro do Clube

Sim, pode ser, mas também é importante entender como é a mecânica dentro da operação do varejista. Se a mecânica não funciona, haverá rupturas ou excesso de estoque da mesma maneira.

Acho que tudo faz parte de um pacote: Exposição, atendimento e preço. Saber a necessidade de cada PDV e segmentos. Como é possível determinar essa necessidade?
Membro do Clube

Concordo com sua colocação. Esse pacote eu chamo de experiência e a melhor maneira de entender se a experiência está sendo positiva aos consumidores ainda é através de observação e pesquisa. Conversar com os clientes e buscar escutá-los em todos os canais da marca também é importante.

Qual o cenário do Trade Marketing no universo das lojas online? No quesito giro de produto.
Membro do Clube

Pergunta interessante. Na verdade não tenho uma resposta aprofundada, mas acredito que o papel é o mesmo do varejo físico, ou seja, conciliar a exposição da marca com o ambiente apropriado ou de acordo com as questões do varejista.

Uma roteirização eficaz atende todos os requisitos do PDV, como maior presença em loja do promotor, maior exposição do produto, redução na ruptura. Você concorda? O que mais é preciso?
Membro do Clube

Além da roteirização, acredito que hoje sejam necessárias ferramentas que avaliem se tudo o que está sendo roteirizado, está sendo cumprido.

Caio, como você disse, já é uma realidade a compra online de bens duráveis, como por exemplo eletrodomésticos. Existem vários supermercados que possuem lojas virtuais. Você acredita que o brasileiro se adaptará à cultura da compra online para fazer a compra do mês?
Membro do Clube

Eu acredito que sim. A compra segmentada já é uma realidade, como por exemplo, nos aplicativos de delivery ligados à alimentação, como o iFood ou o PedidosJá, cada vez mais utilizados. É apenas uma questão de hábito e de eficiência constante da parte do varejista. Se o serviço é bom, ele vai funcionar.

Você acredita que é possível definir previamente o caminho que você deseja que o cliente faça na loja e que isto pode ajudar no aumento do ticket médio? Pergunto porque você comentou que o shopper é muito diferente e imprevisível.
Membro do Clube

É difícil definir até porque hoje muitas vezes o consumidor entra em um grande estabelecimento, como um hipermercado, em busca de apenas um único produto, como um queijo ou um vinho que veio buscar para um jantar com os amigos, por exemplo.
Dificilmente esse cliente vai andar o hipermercado todo em busca desse produto. Penso até que forçar o cliente à andar a área toda pode ser até mesmo um “tiro no pé”.

Quando a indústria não passa informações importantes como sell in, ranking de vendas e etc., qual é o melhor caminho para nós do trade seguirmos?
Membro do Clube

Acredito que se trata de criar caminhos ou adotar tecnologias que possam facilitar essa avaliação. E claro, buscar acompanhar presencialmente da melhor maneira possível o que acontece no ponto de venda. Estar no chão de loja.

Já fui promotora e fui ferramenta fundamental em informações e não só o trabalho pesado. / Muitos promotores ainda se consideram apenas como repositor de mercadorias.
Membro do Clube

Em dois comentários, cenários opostos, e infelizmente cenários reais. Os promotores que se enxergam apenas como repositores certamente terão vida curta na empresa, pois são os primeiros a “não apresentar resultados”. Os promotores que conseguem alcançar o patamar de ser uma fonte de informação da empresa sobre seu produto ou serviço, certamente estão no caminho certo.

Por gentileza, pelo que observo no varejo principalmente no PDV no RS a implementação de material de merchandising e fácil a aplicação e utilização de promoções, degustação e brindes a grandes redes estão muito seletos.
Membro do Clube

E provavelmente serão cada vez mais. Á medida que as redes estão cada vez mais buscando criar ambientes que possuam personalidade própria, criando uma experiência melhor, eles que vão ditar e acabar selecionando cada vez mais os materiais.

O que as indústrias do outro lado já não devem mais fazer é exatamente pensar que uma bandeirola ou um banner de campanha servirá e deverá ser aplicado da mesma maneira em todos os locais onde a indústria está. Isso é forçar um caminho, e hoje o trade precisa criar diálogos.


TRADECAST #2

com Caio Camargo

Como relacionar a inteligência do Trade aos indicadores do Varejo

Deixe seu comentário