Experiência de marca é o pilar central do Live Marketing

O POPAI Brasil está presente no Brasil desde 1996. Estuda e fomenta o marketing no ponto de venda, trazendo as melhores práticas, ideias e cenários de futuro.Como o live marketing nasceu?

O vice-presidente de agências da POPAI Brasil, Márcio Mendes, explicou o conceito. Dentro da publicidade, as atividades que demandavam operação migraram para o setor de promoção de vendas (tudo que não é propaganda, publicidade e venda pessoal), fundamental para a tomada de decisão no ponto do venda, fato que foi percebido de forma gradativa pelas empresas. De No Mídia para Below the Line para Marketing Promocional.

Gerar experiências de marcas.

Isso era maior do que a classificação. Tudo é ao vivo, é cara a cara com o consumidor: trazer vida ao vivo para as marcas dos clientes. Este é o real sentido do Live Marketing.

Mendes lembrou que tudo mudou. Hoje, o próprio conceito de ponto de venda é mais amplo do que antes. A experiência saiu do meio físico, está também no online, mas isso ainda é insuficiente para resumir os processos.

Márcio Mendes
VP de Agências do POPAI Brasil


“A internet das coisas está chegando agora e ainda vai revolucionar muito mais esse nosso mercado.”

Conforme pesquisa divulgada pela Propmark com dados apurados pela Associação de Marketing Promocional (AMPRO), os investimentos em ferramentas de live marketing estão divididos da seguinte forma: Eventos, Feiras e Congressos (77%); em segundo, Ações Promocionais (62%); e em terceiro, Marketing de Incentivo (56%). Outras ações também fizeram parte do escopo de investimentos, como as ativações (47%) e o Trade Marketing (38%).

Na opinião de Mendes, existe muita confusão sobre o que realmente é trade marketing. O objetivo sempre é transformar a pessoa que está no ponto de venda em shopper. Para ele, o trade marketing está em uma esfera maior que o Live Marketing.

O mundo é all line. Fazer uma conversão exige um nível de decisão bem elevado, com mais informação e emoção. O primeiro passo é ter o processo muito bem estruturado. A ruptura, por exemplo, ainda é um dos principais problemas que persistem em lojas. É um ponto básico, mas que continua acontecendo com frequência.

O planejamento tem que acontecer em duas vias: ele vem de cima para baixo e vai de baixo para cima. Mendes deu exemplos de ações que estão fadadas ao fracasso, e deu dicas do que não fazer para ser eficiente na hora de chamar a atenção.

Rodrigo propôs um modelo para a execução do trade marketing inspirado em ações de marketing digital: nele, o promotor não necessariamente deveria ter o papel de garantir a venda no PDV, mas poderia fazer um trabalho de qualificação dos clientes (que, no marketing digital, são classificados como leads). É uma ideia de integração entre os canais on e offline.

“Você criou um canal de comunicação entre as partes. Você levantou dados. Assim, o Live Marketing vai ter a experiência correta para que o prospect vire um shopper.” - Márcio Mendes

Mendes também destacou a importância de que representantes do setor mantenham a busca constante por novas experiências, e que tragam essa vivência para o mercado brasileiro. Uma das iniciativas do POPAI para isso é uma caravana organizada para visitar a Euroshop em março de 2017, a maior feira internacional de varejo. Os interessados podem conferir mais informações no site.

Além de assistir à 15ª edição do TradeCast, não deixe também de conferir a participação da Ana Paula de Andrade, da AMPRO, que também falou sobre Live Marketing com foco em Business Intelligence. 

TradeCast #15 com Márcio Mendes

A visão do POPAI sobre Live Marketing

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Empreendedor e entusiasta de tecnologias voltadas ao ganho de performance em operações de trade marketing. Em 2008, nos últimos meses do curso de Sistemas de Informação na UFSC, fundou a Involves junto com outros 5 amigos. A startup de Florianópolis tornou-se uma das empresas que mais cresce no Brasil, fruto dos resultados com o Agile Promoter - plataforma em nuvem focada na gestão de operações de trade marketing e monitoramento de equipes de campo. Atualmente, o sistema já opera em mais de nove países.