Estratégias do segmento de bebidas alcoólicas sustentam sucesso do ponto de venda

escrito por Última atualização: 9 abril, 2019
Estratégias do segmento de bebidas alcoólicas sustentam sucesso do ponto de venda

A complexidade dos hábitos de consumo exige que o trade marketing se envolva diretamente na criação de estratégias para o mercado de bebidas alcoólicas. 

O desenvolvimento de estratégias consistentes para o ponto de venda passa, em sua maioria, por departamentos que utilizam-se da inteligência de informações para definir o que oferecer para o shopper de cada canal.

A complexidade faz jus à importância desse tipo de SKUs no volume de negócios do PDV: somente a categoria Cerveja representa, em média, 9% do faturamento de uma loja.

Para o trade, cabe a missão de oferecer a melhor solução para os varejistas, afinal, a categoria ocupa entre 2% a 5% de espaço em loja.

Oferecer ao consumidor uma experiência perfeita ao encontrar o produto, no momento mais propício para compra, é o que orienta a Ambev, por exemplo. 

Oscar Sala, diretor de Trade Marketing da Ambev, comenta o papel do Gerenciamento por Categorias na empresa, que possui SKUs expostos em múltiplos canais.

EM SINTONIA COM A EQUIPE DE CAMPO

A ruptura média na categoria de cervejas bate 20%. O dado é da Heineken Brasil.

O efeito é devastador: até 8% a menos no faturamento do varejo. 

Para escapar dessas consequências, há um elemento  indispensável nas estratégias para o mercado de bebidas alcoólicas: informação atualizada do ponto de venda.

Eliminar a ruptura já foi assunto no Clube do Trade e eu acredito que você saiba quem é o único grupo capaz de acabar com a maior vilã da cadeia de abastecimento, certo?

A coordenadora de trade marketing da Salton, Paula Guerreiro, comentou o que norteia a equipe de campo da organização. 

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Em 2016, a vinícola registrou um faturamento de R$ 377 milhões. 

Entre os varejistas, a Salton está entre as marcas mais lembradas da cesta de Bebidas Alcoólicas, segundo levantamento realizado pelo portal Supermercado Moderno.

MIX DE PRODUTOS CORRETO GARANTE BONS NEGÓCIOS

A redução do mix foi o caminho que a Dinalle escolheu para crescer. 

Até pouco tempo, a Jurupinga fazia parte de um mix de produtos composto por mais de 70 marcas.

Os resultados no ponto de venda e o apelo das redes sociais provaram que a empresa perdia oportunidades de explorar novos canais e perfis de shopper com a Jurupinga.

Em entrevista ao Clube, Diego Burgo, gerente de marketing da empresa, explica como a empresa agregou competitividade reduzindo as marcas do seu mix de produtos.

ESTRATÉGIAS PARA O MERCADO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS PODEM GERAR OPORTUNIDADES PARA CATEGORIAS RELACIONADAS

A mudança nos hábitos de consumo é um dos primeiros efeitos da crise econômica. 

O shopper, sentindo no bolso o peso da instabilidade, adota novos critérios para escolher o que levará em seu carrinho.

Levar o lazer para dentro de casa foi o indício que a McCain seguiu para equilibrar seu volume de negócios. A empresa adota o cross merchandising para garantir que o consumidor conheça as suas novidades.

A importância da informação neste contexto é salientada pela Renata Figueiredo, diretora de Trade Marketing da MacCain.

E já que o assunto é bebida e petiscos, você já imaginou aproveitar esse momento com o animal de estimação? 

A Dog Beer pensou nisso.

UMA DOSE COM SEU PET

O segmento Pet reagiu de forma estratégica aos efeitos da crise. 

A evolução do mercado é acompanhada pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Em estudo recente, a entidade divulgou o faturamento do Mercado Pet em 2016: R$ 18,9 bilhões, crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período de 2015.

O segmento Pet Food representa 67,5% do volume total de negócios do mercado.

Lucas Marques, proprietário da Dog Beer, garante que a estratégia da empresa é aproveitar o aumento do espaço destinado à categoria nos PDVs para oferecer uma experiência inusitada ao shopper.


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